Feliz 2011 e viva às mudanças!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011
Feliz 2011 e viva às mudanças!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Ho, Ho, Ho!
Aproveitem esse dia para ficar perto de quem vocês querem bem!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Minha vida e teu sorriso.

sábado, 18 de dezembro de 2010
Blog Aniversariando!

(Na verdade esse blog existe desde 2006, mas fiz uma reestruturação ano passado e apaguei todas as coisinhas que eu colocava aqui quando era criança kkk)
Gostaria de agradecer aos que continuam visitando meu pequeno blog, interessados nas ideias que aqui coloco! Obrigada, pessoal!
Late at night thinking about...
(Porto Alegre – Fresno)

Eu vejo a noite como a pior e melhor hora do dia. Pior quando não consigo dormir, fico emperrada em pensamentos tristes... melhor quando o dia foi bom, quando as lembranças são lindas e o dia de amanhã guarda ainda melhores surpresas. Ou seja, a noite quase sempre depende do dia.
Mas a noite, tão escura e imersa em cores fortes, conseguiria se sustentar sozinha. Ela consegue fazer com que pensemos nos absurdos mais longínquos, no inatingível... consegue fazer-nos chorar, debaixo do cobertor, bem quietinhos, para que ninguém perceba. Consegue nos fazer sonhar, tanto enquanto acordados quanto quando dormimos: sonhamos com o futuro próximo, com um passado próximo, com um futuro que não chega nunca. E muitas vezes, isso tudo pouco depende do que aproveitamos nas horinhas antes de deitar.
A noite consegue o impossível: consegue que sejamos nós mesmos. Consegue que falemos com nós mesmos, que nos contemos dos nossos problemas, que procuremos, eu e eu, soluções. A escuridão permite com que um gesto leve a várias interpretações, que podem levar ao riso ou a lágrima. Muitas vezes, as noites não têm sentido.
Não tem sentido quando abraçamos o travesseiro, esperando que outro alguém estivesse ao nosso lado. Não tem sentido quando sonhamos com uma realidade inventada. Não tem sentido quando ficamos pensando naquela pessoa que não tem nada a ver conosco. Não tem sentido quando queremos chegar à lua, por ela ser tão brilhante e clara, no meio do negro noturno.
Ahhhhhhhh a noite... a noite é um mar de maravilhas. Ou não. Nunca se sabe o que vai acabar acontecendo na profunda imensidão de pensamentos da vida noturna. Uma vida que, o pior de tudo: compartilhamos apenas com nós mesmos. Ninguém sabe da nossa dor, do nosso amor; somente aquelas horinhas tarde do dia conhecem nossas picuinhas de verdade.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O dia de hoje

E ninguém ligará...
Não por tu não seres importante... não por não sentirem tua falta... mas por não saberem como tu sentes. O que sentes?
Por que deixar um dia da sua vida passar?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O auto dos pecados capitais
Lista de personagens:
Diabo
Anjo
Gula
Preguiça
Cobiça
Ira
Luxúria
Amor
Cenário:
Um palco escuro, com dois espaços bastante distintos e divididos por uma barca.
Chega uma barca no palco escuro. Aqueles que estão dentro dela são convidados a se retirarem. Todos, confusos e assustados, passeiam pelo palco. Enfim, aparece o Anjo, vestido de branco, e o Diabo, coberto de negro. O guloso é o primeiro a indagar sobre aquele espaço misterioso:
- Onde estamos, onde estamos?
Estou atrasado para o jantar!
O Diabo responde:
- Venha, venha, ó guloso, prometo-te uma mesa farta no meu lar!
Novamente o guloso:
- Meu nome é Danilo!
Por que ousas me chamar “guloso”?
E o Diabo:
- Na terra este poderia ser teu nome, mas aqui teu apelido é gula! Pecaste em vida, pois sempre esteve à pensar na comida, alimentando-se por simples gosto, ao invés de necessidade. Irás para o inferno, e veremos como lidarás com a abundância da qual tanto gozas.
O guloso, temeroso, tenta falar com o anjo. De nada adianta, e com a angústia por comida lhe subindo à cabeça, ele decide entrar no inferno.
Depois dele, a ira resolve se pronunciar, destacando logo que seu nome é Lúcia. “Aqui teu nome é Ira”, logo retruca o Diabo, e não demora para que comece uma briga entre os dois. Todos se metem, exceto a preguiça e o amor, que esperam calmamente. O Anjo, enfim, obriga a ira a entrar no inferno, enquanto uma mulher de roupas vulgares começa a se movimentar. Ela vai em direção ao anjo, que finge não vê-la, e tenta seduzi-lo com palavras doces e gestos amargos. Algumas tentativas falhas depois, a moça desiste e caminha em direção ao inferno, sem trocar uma palavra com o Diabo; ele apenas grita, ao vê-la passar: “Luxúria, teu nome é Luxúria!”.
Entendendo toda a situação, chega a cobiça ao Anjo:
- Meu nome foi cobiça em vida, mas me arrependo! Tome, fique com todos meus bens, não preciso de nada! A inveja não toma mais conta de mim, tornei-me uma pessoa que só deseja o bem dos outros.
O anjo responde:
- Pecaste em vida, e te arrependeste na morte. Não posso te ajudar, porém, pois devias ter te arrependido em vida! A morte não poupa ninguém, a morte não salva ninguém. Temo dizer-te que irás para o inferno. Não existem tratados com o Diabo, por isso nem perca seu tempo discutindo com ele.
A cobiça, então, entra tristemente no inferno, enquanto um personagem sentado no chão começa a gritar “Mas que cansaço! Quanto mais terei de esperar?”, dirigindo-se para o Diabo. Ocorre um diálogo minúsculo entre eles, já que o preguiçoso só quer um local para descansar. O Diabo diz que ali será seu lugar de eterno repousar, e o preguiçoso, sem sequer ir até o anjo, por desgaste, entra no inferno.
Uma menina ainda resta no palco, mas parece ter muito medo de se aproximar do Anjo. “Venha, querida”, o Anjo diz com voz amável. Ela caminha lentamente, explicando-se:
- Em vida me chamei Tânia, não sei como serei chamada agora. Percebo que faltam alguns pecados a serem chamados, mas nenhum deles foi cometido por mim. Diga-me, anjinho, por que me encontro aqui.
O Anjo responde:
- Acalme-se. Estás aqui porque morreste, uma pena. Mas não se preocupe, serás salva. Fostes uma pessoa boa e carinhosa. Não te nomearei com pecados; teu nome agora é amor.
A menina sorri e caminha junto do Anjo, que já havia terminado seu trabalho do dia, para o céu. O Diabo ainda fica em cena, à espera dos tantos outros pecadores que ainda estavam por vir.
FIM